As
crianças, por serem desprovidas de malícia, acabam por ensinar aos adultos
lições de humildade e justiça, com comentários e ações que chegam a desconcertar,
ao revelar o encanto e a ingenuidade por muitos já esquecidos. Por isso é sempre bom celebrar a alegria e
espontaneidade dessa excelente fase de nossas vidas, o que desanuvia nosso
olhar e revitaliza a alma.
Celebração deste tipo ocorreu em
novembro de 2010, quando fomos convidados a nos apresentarmos no colégio Casa
Branca, para as crianças e seus pais, durante a Feira Literária ocorrida na
escola. O repertório valorizou o universo infantil, tratando de temas como a
brincadeira, a fantasia e a imaginação, com cirandas de roda e uma boa pitada
de poesias. O público foi só animação, pensem só todos aqueles “catataus” rindo
e se movimentando. Os adultos também se deixaram levar pelo ritmo e
descontração - foi uma festa. Abaixo está uma das músicas cantadas, que ilustra
bem momentos da infância:
Telha Nua
Banda de Pau e Corda
Todo dia minha mãe dizia
Que ao meio dia era pra almoçar
E gritava pra cima da telha
Menino já desça pare de brincar
Que ao meio dia era pra almoçar
E gritava pra cima da telha
Menino já desça pare de brincar
Lá, em cima do telhado
Meu sonho encantado
Era pertinho do céu
Meu sonho encantado
Era pertinho do céu
E, se todos lá embaixo
Pensassem assim tão alto
Vinham brincar aqui
Comigo no telhado
Pensassem assim tão alto
Vinham brincar aqui
Comigo no telhado
Mesmo quando a gente cresce
Fatos de criança não desaparecem
O lugar, a casa, a rua
Uma telha nua sem ninguém por lá
Fatos de criança não desaparecem
O lugar, a casa, a rua
Uma telha nua sem ninguém por lá
Lá, em cima do telhado
Meu sonho encantado
Era pertinho do céu
Meu sonho encantado
Era pertinho do céu
E, se todos lá embaixo
Pensassem assim tão alto
Vinham brincar aqui
Comigo no telhado
Pensassem assim tão alto
Vinham brincar aqui
Comigo no telhado

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